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Indicações |
Cirurgia do ombro (raramente executada em crianças) Cirurgia do 1/3 superior do braço |
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Contra-indicações |
Absolutas |
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Nervos envolvidos |
As raízes que formam o plexo braquial (PB), de C5-T1 estão dispostas em fila, fazendo um “boneco de neve” ou o corpo de uma borboleta entre os dois músculos escalenos anterior (AS) e médio (MS) (as asas da borboleta). |
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Referências |
Esternocleidomastoideu (ECM). Sulco interescalénico. Cartilagem cricóide. |
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Posicionamento |
Decúbito dorsal, com a cabeça em ligeira rotação para o lado contra-lateral. Para aumentar o espaço para o operador, coloque uma pequena almofada sob o ombro a ser bloqueado. |
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Técnica combinada eco-neuroestimulação |
Coloque o transdutor sobre a face anterior do pescoço e desloque-o para a face lateral do pescoço, em posição axial oblíqua, ao nível da cartilagem cricoide e do bordo posterior do ECM (figura 1). Use pouca pressão no transdutor (figura 2). As estruturas são muito superficiais (< 1cm da pele). Introdução da agulha: in-plane (IP), com uma direção postero-anterior ou out-of-plane (OP) (figura 3.). Avance a agulha até obter uma resposta motora (contração do bicipete braquial) com uma corrente apropriada (0,5-0,4 mA/0,1ms). Ao usar a técnica combinada eco-neuroestimulação evite os relaxantes musculares. Se quiser confirmar a correta colocação da agulha, injete solução com dextrose (até 5ml para evitar a diluição do AL). |
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Técnica contínua |
Preferível a técnica OP (figura 3.), após resposta adequada injete 5ml de solução com dextrose (5ml) para expandir o espaço peri-neural e introduzir até um máximo de 3cm de cateter. |
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Complicações |
Dificuldade respiratória (extremamente raro) Síndrome de Horner Injeção intra-vascular Injeção intra-neural |
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Solução de AL |
Ropivacaina 0,2-0,5% Levobupivacaina 0,25-0,5% Acrescentar adrenalina 1:200000 para detecção de injeção intra-vascular. |
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Dose de AL |
Dose Única – 0,1-0,2 ml/kg (cerca de 5ml em crianças pequenas) máximo de 10 ml |
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Infusão contínua– ropivacaina 0,2% or levobupivacaina 0,125% Recém-nascidos: 0,2 mg/kg/h Crianças mais velhas: 0,3 mg/kg/h |
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Comentários |
É difícil justificar a execução deste bloqueio em doentes anestesiados. Contudo, a sua realização em crianças acordadas pode ser ainda mais perigoso. |
As imagens não correspondem à execução da técnica para bloqueio real. Correspondem a uma simulação, pelo que a sonda não está coberta por uma manga estéril e o operador não usa luvas.
Figura 1. Posição axial oblíqua do trandutor na região lateral do pescoço. A agulha está em relação IP com os feixes de ultrasons.
Figura 2. Sonoanatomia da região interescalénica. C - artéria carótida; J - veia jugular interna; Th - glândula tióide; AS - músculo escaleno anterior; MS - músculo escaleno médio; SCM - músculo esternocleidomastoideu; C5 a C8 - raízes do plexo braquial
Figura 3. Posição do transdutor e relação com a agulha na técnica OP.